Você percebe que a menstruação está atrasada, faz o teste e… está grávida! E agora, o que fazer?

pre-natalA primeira providência é procurar o obstetra e iniciar seu pré-natal. Se você já tem médico de sua confiança, ótimo se ainda não tem um, converse com suas amigas que já tiveram filhos. Elas poderão te dar algumas indicações. É muito importante que você se identifique, goste e, sobretudo, confie no obstetra que escolheu para cuidar de você e do seu futuro bebê nesse momento tão importante. A construção de um vínculo positivo é fundamental para um bom acompanhamento pré-natal.

Na primeira consulta, o médico faz um levantamento detalhado histórico de saúde da mãe e da sua família, incluindo perguntas sobre o marido e antecedentes de doenças genéticas. Tudo isso para saber se a mulher tem mais ou menos chances de ter problemas durante a gestação. Nesse momento, o médico também aproveita para fazer um exame completo da gestante. Daí por diante, a rotina é bem semelhante: a cada consulta, verifica-se o peso e a pressão arterial da mãe, o tamanho da barriga, a ausculta (ato de escutar os ruídos internos do organismo, para controlar o funcionamento de um órgão ou perceber uma anomalia) dos batimentos cardíacos do feto (dependendo do tempo de gestação) e qualquer outra queixa que a mãe possa apresentar.

Não se assuste com a quantidade de exames solicitada pelo seu médico na primeira consulta. De uma forma geral, a grávida faz uma bateria de exames de sangue a cada três meses, uma para cada trimestre de gestação. No meio do caminho são feitos alguns outros exames importantes, buscando rastrear doenças genéticas e outras que podem se desenvolver durante a gravidez, como o Diabetes Gestacional.

De acordo com o Ministério da Saúde, este deve ser o calendário básico de exames da rotina pré-natal :

Rotina 1º trimestre: repetir os exames pré-concepcionais, acrescido do teste de Coombs indireto (caso a mãe seja RH negativo) e da cultura de urina;

Rotina 2º trimestre: hemograma completo, VDRL (é o teste da sífilis), teste anti-HIV, hepatite B, toxoplasmose, rubéola e citomegalovírus (se a mãe não for imune). Entre 24 e 28 semanas, é solicitado o Teste Oral de Tolerância a Glicose Simplificado (TOTGS) que irá avaliar se a mulher tem maior chance de desenvolver o Diabetes Gestacional;

Rotina 3º trimestre: hemograma completo, VDRL (é o teste da sífilis), teste anti-HIV, hepatite B, toxoplasmose, rubéola e citomegalovírus (se a mãe não for imune), exames de urina, incluindo a cultura. Com 34 semanas, é recomendada a coleta de material para pesquisar a presença do Estreptococcus B hemolítico do grupo A na secreção do colo do útero da mãe.

Quando presente, essa bactéria pode aumentar as chances de um parto prematuro e os riscos de graves infecções no bebê após o nascimento.

E a ultrassonografia? Eu não tenho a menor dúvida de que esse é o momentoultrassom-inicio-1024x1024 mais aguardado pela gestante: a hora de fazer o ultrassom. O mais comum é fazer uma ultrassonografia por volta das 13 semanas (entre 11 e 14 semanas) e uma mais detalhada perto das 20 semanas de gestação, o chamado ultrassom morfológico.

O ideal é fazer mais uma entre a 34 e a 37 semana, porém não há regra sobre o número total.

O exame pode ser feito a qualquer momento — no comecinho da gravidez, para descartar uma gestação ectópica, e bem perto do nascimento, para avaliar o nível de líquido amniótico, por exemplo.

Se, por algum motivo, só se puder fazer um ultrassom, o obstetra deve optar pelo da 20 semana. O exame costuma ser feito em laboratórios ou no hospital, mas alguns médicos possuem o aparelho no próprio consultório, o que permite às mães verem o bebê a cada consulta.

Ultrassom no primeiro trimestre

O obstetra pode pedir um ultrassom nos primeiros três meses de gravidez pelos seguintes motivos:

Descartar um aborto espontâneo
Se você tiver sangramento vaginal no começo da gravidez, o médico pode pedir um ultrassom para descartar a possibilidade de aborto.

imagesA partir de 7 semanas de gravidez, os batimentos cardíacos do bebê já devem estar perceptíveis (considerando um ciclo menstrual de 28 dias).

Quando se vê o coração do bebê batendo, a chance de a gravidez prosseguir sem problemas é de mais de 97 por cento.

É importante lembrar que é muito difícil determinar exatamente quando a concepção ocorreu. Por isso, se você não vir o coração do bebê batendo no ultrassom, tente não se desesperar.

O médico deve esperar mais uma semana e pedir uma nova ecografia. Pode ser que o bebê tenha sido concebido mais tarde do que você imaginava.

Descartar gravidez ectópica ou molar
O sangramento vaginal (junto com outros sintomas) também pode ser indicação de uma gravidez ectópica ou molar.

No caso de uma gravidez ectópica, quando o embrião começa a se desenvolver fora do útero, o médico tentará localizar o saco gestacional. Numa gravidez molar, em que a placenta é anormal e o bebê não é viável, o ultrassonografista visualiza uma figura bem diferente da que deveria ser a do bebê.

Determinar a idade gestacional
Quando a mulher não sabe a data de sua última menstruação, o médico pode pedir uma ultrassonografia para determinar há quanto tempo ela está grávida, através da medição do bebê.

Entre as 7 e as 13 semanas de gestação, a medida craniocaudal (da cabeça até o bumbum do bebê) consegue determinar a idade gestacional com bastante precisão.

Determinar se há mais de um bebê
Se você tiver se submetido a tratamentos de fertilidade ou o médico desconfiar de gêmeos ou múltiplos, ele vai pedir um ultrassom para saber quantos bebês há na sua barriga.

ads_1200x500_09Ultrassom no segundo trimestre

Você deve ser submetida aos seguintes ultrassons:

Translucência nucal
Perto das 13 semanas, o médico pode pedir uma ultrassonografia para fazer o exame de translucência nucal — a medição de uma dobra específica na nuca do bebê e a verificação da presença do osso nasal.

Isso ajuda a detectar sinais de problemas genéticos como a síndrome de Down. O momento ideal para a realização do exame é na 12 semana.

Na maioria dos casos o resultado é tranquilizador. Mas, se o médico desconfiar de alguma alteração, pode sugerir a realização de exames genéticos mais invasivos, como a biópsia do vilo corial ou a amniocentese.

No ultrassom realizado nessa fase, ainda não dá para determinar com certeza o sexo do bebê. O ultrassonografista pode arriscar um chute, pelo ângulo do apêndice genital — mas a chance de acerto não passa de 80 por cento.

Ultrassom morfológico
Essa é a ultrassonografia mais detalhada, que pode levar mais de meia hora. Ela é feita por volta da 20 semana, e nela já dá para ver o sexo do bebê.

59mtljj8e05pb4pokehiv1ikpO ultrassonografista vai verificar o coração do bebê e suas câmaras, a formação do cérebro, os órgãos digestivos e outros sistemas.

Também vai medir a cabeça do bebê e o fêmur, o osso da coxa, para ver se o crescimento está dentro da média.

No exame também é possível determinar a localização da placenta. Se ela estiver bloqueando a abertura do colo do útero (placenta prévia), o médico vai pedir novos ultrassons para ver se ela mudou de lugar.

Na grande maioria dos casos ela muda. No caso de ela ainda estar cobrindo o colo do útero no fim da gestação, o bebê terá de nascer obrigatoriamente de cesariana.

O exame pode ser feito com doppler, um sistema que mostra o fluxo de sangue no útero, na placenta e no bebê.

Se o médico desconfiar de alguma anormalidade, pode pedir a realização específica de um ultrassom em três ou quatro dimensões, que dá uma imagem mais detalhada do bebê e é capaz de detectar problemas como o lábio leporino, por exemplo.

Ou o médico pode pedir um ultrassom específico do coração do bebê, a ecocardiografia fetal.

Ultrassom no terceiro trimestre

No fim da gravidez, o obstetra pode pedir um ultrassom para determinar a causa de sangramentos vaginais (problemas na placenta, por exemplo), para acompanhar o crescimento do bebê, para verificar o nível do líquido amniótico e para determinar a posição do bebê e da placenta.

E se o ultrassom mostrar algum problema?

gavidez_dentistaNão entre em pânico. Muitas vezes um novo exame é realizado algum tempo depois e elimina a desconfiança de que haja alguma coisa errada.

São raros os casos em que o bebê realmente tem um problema. Mas, se isso acontecer, as informações coletadas na ultrassonografia ajudarão os médicos a oferecer o melhor tratamento possível.

Problemas cardíacos, por exemplo, podem ser tratados com remédios enquanto o bebê ainda está no útero. Outras anormalidades, como um bloqueio no sistema urinário, podem ser tratadas com cirurgia ainda dentro da barriga.

E saber com antecedência de eventuais problemas ajuda os médicos a terem tudo organizado para dar o melhor atendimento ao bebê logo depois que ele nascer.

Também colabora para que você e sua família se preparem para enfrentar a situação.

Fonte: vix.com.brbabycenter.com

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